Bioneuroemoção

É um método científico humanista que dá uma explicação biológica e emocional aos problemas, dando uma percepção da situação conflituante, para que assim deixe de sê-lo, mediante a tomada de consciência.

A Bioneuroemoção destina-se a qualquer pessoa que esteja disposta a questionar a sua própria realidade e a abrir-se a novas possibilidades. Não só dá resposta aos problemas físicos, mas também às dificuldades interpessoais, sociais e, no fundo, a todas as situações que provocam conflitos emocionais.

Promove uma visão em que tudo o que vivemos tem a ver connosco, por isso, podemos deixar de ser vítimas de uma situação e temos o poder de transformá-la, mediante uma mudança de percepção. Por conseguinte, a causa de tudo o que se passa connosco está em nós mesmos. Compreender que não existe controlo e que somos observadores que estamos sempre a projectar-nos.

“Deixa de querer que as coisas sejam como gostarias que fossem, porque há sempre algo melhor que pode surgir na tua vida“.

O mundo celular e a epigenética relacionada com a Bioneuroemoção

O Doutor Bruce Lipton, biólogo celular e professor na New Zeland College of Chiropractic de Aukland, como científico questiona a premissa básica de que os genes condicionam a nossa vida. Os estudos do Dr. Lipton “demonstram que as células mudam em função da envolvente”, e é a isto que chamamos Epigenética. A influência do ambiente em que nos encontramos, de onde vivemos, de onde trabalhamos, do que comemos, do que vemos, escutamos, sentimos e sobretudo PENSAMOS é enorme. O Dr. Lipton recorda-nos o efeito Nocebo, que é quando pensamos que não vamos conseguir algo, não o conseguiremos. Ou seja, vivemos manipulados pelo que pensamos, condicionados pela nossa percepção.

A nossa informação está em cada célula do nosso corpo, temos uma informação genética. Ora, pensem os animais, como é que as tartarugas marinhas sabem regressar à praia onde nasceram? Como é que as leoas sabem que têm que ter poucas crias porque na savana a comida escasseia devido à seca? Como é que a corça sabe que o Verão vai ser uma estação muito seca e come frutos de arbustos, cuja característica farmacológica é ser anticoncepcional? Por exemplo, no caso das térmitas, se se colocar três ou quatro térmitas numa bacia com um pouco de terra, estas não fazem nada, mas se se colocar muitas mais, todas começam a construir complexas estruturas, organizando-se sincronizadamente, todas tomam ao mesmo tempo a decisão de começar a trabalhar. Isto está na sua informação genética, não é que as térmitas falem entre elas e digam, bom agora vamos fazer um castelo de areia! É algo automático. O mesmo acontece connosco, agimos muitas vezes como robots, e sobretudo reagimos sem pensar. Estamos condicionados por toda esta informação que temos no ambiente que nos rodeia desde que estamos no ventre materno <Enric Corbera>. É realmente incrível ver como encontramos “coincidências” na nossa vida….. e tudo tem uma razão de ser…